Bazar Cultural – Parceria com Rodrigo Marques (Fotógrafo)

Veja a seguir o nosso Bazar Cultural, realizado na comunidade Menino Chorão – região do Campo Belo/Campinas, sob o olhar do nosso parceiro, fotógrafo e artista: Rodrigo Marques!

O Bazar Cultural – Menino Chorão foi feito em parceria entre o Rodrigo, o Grupo Leme, a Comunidade e a ECCOS.

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Bazar Cultural – Menino Chorão!

Neste domingo, organizamos junto com a comunidade um Bazar Cultural, com muita boa vontade e atividades infantis!

Fizemos a panfletagem com a criançada da comunidade Menino Chorão (região do Campo Belo) e depois realizamos uma oficina cultural de Câmara Escura, com a colaboração do nosso parceiro e fotógrafo Rodrigo Marques.

Enquanto o Bazar rolava uma atividade para meninas também foi feita pelo Grupo Leme e depois as crianças foram praticar esportes.

Veja algumas fotos do dia:

 

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

Temos algo a dizer, mas fique tranquila(o)… não queremos que nos ouça (ou leia) coercitivamente, você escuta se quiser.

— Aos que olham pra frente —

Nós somos Jornalistas, Professores, Pesquisadores, Fisioterapeutas, Trabalhadores da Saúde, Artistas Plásticos e Visuais, Músicos, Atores e atrizes, Designers, Historiadores, Ambientalistas, Estudantes, Advogados, Vendedores, Profissionais de Informática, Engenheiros, Economistas, Lideranças de bairro…

Nós somos LGBTT, Mulheres, Homens, Inclusivos, Portadores de Deficiência…

Nós somos Trabalhadores, Seres Sociais e Políticos, Seres Humanistas…

Nós somos Voluntários e Ativistas.

Trabalhamos na realidade, não no facebook, não no whatsap.

Como seres em movimento, vivemos em constante aprendizado.

Em essência estamos com os de baixo, com os que sofrem em nossa sociedade, os que são frequentemente explorados e impedidos de ter oportunidades adequadas de elevação social.

Estamos do lado do que for melhor para estes, que são a imensa maioria da nossa população.

Não estamos com as elites de nosso país que, quando trabalha, trabalha para alimentar seu próprio ego, seus preconceitos sociais e manter o poder entre si.

Não queremos estar nem perto destes, que são de fato apenas… o resto.

Para sermos mais diretos, isso significa duas coisas:

  1. Não apoiamos nenhum governo que desconte a dívida de uma crise econômica mundial em cima dos trabalhadores, que não se empenhou em politizar e educar com cidadania a população, não se esforçou para democratizar a mídia e que, apesar de avanços, não alterou a desigualdade social.
  2. Não somos os preconceituosos úteis que desfilam nas avenidas brasileiras vestidos de camisas caras e sem nenhum projeto político ou social.

 

— Aos que olham pra trás —

 

As camadas mais pobres da nossa sociedade não foram às ruas pedir a saída da presidente. Elas, infelizmente, tem muita mais coisa pra se preocupar.

Já as pessoas na sala de jantar…

Essas parecem uma criança mimada ultimamente, cheia de birra e extremamente manipulável. Vergonhoso.

Quem tem tempo e dinheiro de sobra pra se preocupar com o progresso de nosso país, está mais preocupado(a) em sustentar um golpe político, digno de ditaduras…

Após anos de democracia, de luta por respeito e direitos mais justos, agora querem a volta dos golpes civis e militares? Sentem orgulho e enaltecem sujeitos como Cunha, Aécio, Alckmin e Bolsonaro? É sério isso?

Acham certo expulsar uma mulher da presidência da república, eleita democraticamente, simplesmente porque não gostam dela?

Acham certo quando alguns advogados e juízes, que agem de maneira muito estranhamente seletiva, vão à caça de um ex-presidente sem nenhuma prova de crime?

Gostariam que isso fosse feito com vocês também, ou esta distorção da regra só vale para petistas?

Nós não estamos com quem acha certo deturpar as leis para golpear a presidente, simplesmente por pura troca de poder ao bel prazer das elites. Nós não estamos com quem defende a volta dos militares ao poder ou de quem quer que os represente. Nós não estamos nem perto daqueles que se dizem defensores da família, da tradição, da moral e bons costumes, mas na verdade defendem somente a sua forma de entender uma família, as suas tradições religiosas ou políticas e a moral e os costumes que são bons apenas pra si mesmos.

Não, não estamos e não estaremos com estes.

Seria algo muito mesquinho e egoísta, ser assim.

Seria como colar um adesivo da presidente de pernas abertas no carro, ou como dizer que ela não pode ser presidente porque não consegue falar bem em público, ou como dizer que ela não tem porte de presidente, ou como falar mal da roupa dela… enfim seria como não aceitar que ela não é um homem.

Seria como não aceitar uma derrota política.

Seria como se vestir de patriota e sonhar com Miami.

Seria como falar de corrupção e sonegar impostos.

Seria como fingir que entende de justiça e ovacionar o juiz Moro, que manda grampear o telefone da presidente sem qualquer investigação contra ela em curso.

Seria como se sentir bem informado tendo a Globo, a Veja e o facebook como fontes de conhecimento.

Seria como se dizer preocupado com o país e fazer de tudo pra enriquecer ou manter-se rico.

Seria preconceito.

Não somos preconceituosos úteis às elites de nosso país e não julgamos seletivamente.

Partidos são feitos de pessoas, e exatamente como as pessoas todos eles tem problemas.

No momento não há crime comprovado e julgado que envolva a presidente Dilma, nem tampouco Lula, se houver que paguem como qualquer um.

De qualquer forma, desejamos sempre o melhor das pessoas, então tomara que não haja nada.

Nos perguntamos… por que as instituições jurídicas, a grande mídia e a polícia federal não estão indo com o mesmo fervor atrás daqueles contra quem há mais do que indícios, há provas (como a privataria tucana, a lista de furnas, o desvio de verbas das merendas, a apologia ao estupro feita por Bolsonaros, toda a vida política de Cunha e etc.)?

Não deveriam ser estes os primeiros a serem investigados?

Não deveriam ser estes a receber os protestos indignados dessa parcela da população que prefere ser preconceituosa e bater panelas de ódio a cada pronunciamento presidencial?

 

— Aos que participam da vida —

 

A periferia, que sempre foi a mais prejudicada, continua tentando democraticamente ter governantes melhores para o povo, continua pacificamente jogando o jogo político e jurídico.

Já a casa grande… essa gente privilegiada, educada e polida… parece estar apelando como nunca, ou seria… como sempre?

Na esperança de dias melhores, buscamos nos manter firmes na defesa da democracia e dos direitos humanos e sociais.

Não ficaremos quietos e lutaremos até nossos limites para que prevaleça a verdade.

Não estaremos em cima dos muros ou dos Moros, estaremos sim do nosso lado.

O lado de quem olha pra frente, sem esquecer o passado.

 

Assinam esta Carta (atualizado diariamente):

–  Instituições:

  • Associação ECCOS
  • VipCooper Cooperativa Habitacional
  • Associação de Moradores da Comunidade Menino Chorão
  • Associação de Moradores do Jardim Santo Antônio

– Cidadãos:

  • Lucas Abeid Pontes – Profissional de TI, Jornalista
  • Mairany Gabriel – Focalizadora de Danças Circulares Sagradas
  • Maria Salette Mayer de Aquino – Docente aposentada Unicamp
  • Valdenir da Silva Pontes – Diretor & Professor Universitario
  • Mila Oliveira da Cunha – Fisioterapeuta, Pesquisadora da Saúde
  • Fábio Menezes Evangelhista – Músico, Sonoplasta, Ator, Produtor
  • Laura de Mello Machado Bueno – Professora (PUC) & Doutora em Arquitetura e Urbanismo (USP)
  • J. Zacarias da Silva – Acampamento José Lutzenberger, MST Litoral/PR
  • Alex Pontes Medeiros – Músico & Profissional de Criação
  • Maria Amélia Ferracciú Pagotto – IFSP/Câmpus Capivari
  • Renan Pedroso Pontes – Lab. Informática da PUC & Coordenador da Pastoral Juventude
  • Gelmina Ap. Abreu Correa – Agente de Saúde & Conselheira de Saúde
  • Doraci Alves Lopes – Socióloga & Profa. aposentada PUC-Campinas.
  • Lucas Israel Rocha – Professor & Historiador
  • Maria do Carmo Pereira (Carmem) – Líder comunitária / Menino Chorão
  • Lourdes Soares Meneses – Assessora do Vereador Pedro Tourinho / PT Campinas
  • Emília Wanda Rutkowski – Docente Unicamp
  • Maria Celeste Piva – Assistente Social
  • Roberto Baptista Galian – Publicitário, Soma Criativa
  • Octávio Fonseca del Passo – IFCH-Unicamp &  Coordenador do Levante Popular da Juventude
  • Lúcia Maria de Sousa Gomes – Administradora & Presidente da Vipcooper
  • Carlos Roberto de Oliveira (Carlão) – Vereador/ PT Campinas
  • Nilza Pedroso Pontes – Agente de Saúde
  • Pedro da Silva – Líder comunitário / Jd. Sto. Antônio
  • Fernando Cesar da Silva – Professor de Geografia
  • Rodrigo Marques – Fotógrafo & Artista
  • Paulo Bufalo – Professor de escola pública & Vereador/ PSOL Campinas
  • Orestes Augusto Toledo – Historiador

Cuidado Animal

2016-02-27 15.01.37

A ECCOS esteve presente em evento organizado pela ONG Amor de Bicho Não Tem Preço na câmara municipal de Campinas no último sábado, 27/02/16.

O evento teve por objetivo esclarecer questões relacionadas ao cuidado animal, principalmente em situação de rua, e o resgate deles.

A Amor de Bicho Não Tem Preço atua na cidade promovendo campanhas de conscientização e também possui um abrigo de acolhimento para animais em situação de risco que são recuperados e colocados para doação.

Entre os vereadores da cidade, o evento contou apenas com a participação e colaboração do vereador Paulo Bufalo (PSOL).

Saiba mais…