A culpa é do Bolsonaro

Esta é uma nota pública e transparente, emitida pela Coordenação da ECCOS, com o objetivo de fazer uma auto-análise da situação atual da ECCOS e do cenário no qual estamos inseridos.

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Tem gente que acha que as coisas acontecem por acaso ou por meritocracia, que dependem só de si mesmos, nós sabemos que não é assim que funciona.
Com essa nota a ECCOS busca explicar o que nós estamos sofendo em consequência da guinada à direita, extrema e fascista, em nosso país.

A culpa é do Bolsonaro, mas primeiramente do Temer com o golpe das elites, e ainda antes disso de todos nós mesmo enquanto uma sociedade individualista, despolitizada e desorganizada.

Era 2013, a ECCOS estava bem, organizando-se e exercendo um importante trabalho de base, com foco em empoderamento periférico, conscientização político-social e promoção da cultura popular, atuando na periferia de Campinas (Jardim Santo Antônio, Vila Brandina, Joana D’Arc, Campo Belo, Jardim Bassoli) e também com jovens pelas cidades de Campinas, Ribeirão Preto e até São Paulo por meio de nossos associados fundadores e parceiros… isso era em 2013 quando houve o estranho levante da classe média às ruas, teoricamente por mais justiça social e contra corrupção e etc… Fomos pras ruas também ver de perto o que estava acontecendo e fomos alguns dos primeiros a constatar que aquilo não era algo popular, que não era o que dizia ser, que era proveniente dos setores militar e empresarial, que era ruim para todos nós. Tentamos avisar, alertar, gritamos… ninguém quis ouvir muito de nós.

Seguimos em frente, passamos anos difíceis batendo de frente com o individualismo crescente promovido pelas igrejas neo-pentecostais nas periferias e pelo consumismo inconsequente promovido pelo governo à uma dita nova classe média, totalmente despolitizada. Uma bomba relógio que vimos crescer ano à ano. Era 2014/2015 quando nos vimos minguados em condições financeiras e recursos humanos, ninguém estava nem aí para o trabalho de base, para cuidar do próximo, era uma enorme crise moral e social por todo o mundo que nos atingia aqui também. Reduzimos nossa atuação conforme a necessidade, mas não paramos, com muito trabalho e perseverança tínhamos criado uma biblioteca popular, lutávamos com um plebiscito pela reforma política, nos lançávamos pela internet com artigos e crônicas, tentando mobilizar e alertar para a perseguição estratégica que a mídia e a “justiça” estavam fazendo conosco. Sim, o alvo era o golpe e o Lula, mas indiretamente nos atingiam também na medida em que as pessoas estavam sendo manipuladas para nos dar as costas.

Era começo de 2016, quando realizamos um debate aberto na câmara municipal de Campinas acerca do eminente golpe que estava se consolidando, chamamos mulheres para protagonizar o evento (lutadoras sociais) e para tentar alertar também para o grande componente machista que estava sendo impulsionado naquele momento, falamos que o crescimento de alguém fascista como Bolsonaro (à época com 5% de intenções de voto) era nossa responsabilidade e devíamos todos agir com urgência nas periferias para frear tal avanço. Praticamente ditamos tudo que iria acontecer com os trabalhadores se o golpe passasse. Saímos às ruas sozinhos para distribuir jornais do nosso projeto A Questão tentando conversar com a população sobre o perigo de nossa situação e soltamos uma nota pública assinada por vários ativistas, cidadãos conscientes, movimentos e associações de bairro para mais uma vez alertar contra o que estava por vir e convocar às pessoas à ação, de preferência no trabalho de base.

Era 2017, pós golpe jurídico-parlamentar-militar, Temer estava no poder com sua “ponte para o futuro” e a ECCOS mantinha seu trabalho de base, mas já em menor escala e já sem amparo financeiro e quase sem voluntários. Sofríamos as consequências diretas do trabalho das igrejas evangélicas neo-pentecostais nas periferias e do ódio promovido aos ativistas e lutadores sociais pela grande mídia, pelos grupelhos juvenis na internet financiados pela direita empresarial e pelo crescente fascismo político. Ainda teve a absurda reforma trabalhista retirando direitos e deixando nossos trabalhadores à deriva do empresariado voraz.

Como uma organização pequena, ainda que muito valente, poderia continuar atuando dessa forma?

Era 2018, nós estávamos quase sem perspectivas, mas continuávamos caminhando em frente. À essa altura nossos projetos estavam bem reduzidos, mas seguimos com o que dava. Fizemos um podcast no Whatsapp, vídeos e fomos pra batalha contra o fascismo nas redes sociais, enfrentamos como pudemos (ao nosso alcance) a estratégia militar através dos caminhoneiros, realizamos duas Aldeias Culturais na periferia, atuamos bastante na internet e, claro, fomos pra rua tentar enfrentar a moral fascista em plena ascenção eleitoral. Ainda elaboramos mais uma edição do nosso jornal A Questão, tratando diretamente do Bolsonaro, distribuímos, discutimos, agimos como pudemos, não ficamos parados…

Era início de 2019, descobrimos que além de todas as dificuldades, o governo Temer, antes de sair e deixar o país sem futuro, nos deixou também um presentinho final… Ordenou que fossem cobradas de todas as ONGs e Associações organizadas certas declarações junto à receita federal e de forma retroativa ainda (declarações estas que nunca nos foram exigidas antes). Nos vimos então em face de mais uma encruzilhada destes tempos, nosso CNPJ estava inativo junto à receita federal e do nada nos apareceu uma dívida que poderia chegar à cerca de 50 mil reais. Sabíamos o propósito disso, nada é por acaso.

Nos reorganizamos e conseguimos diminuir a dívida para cerca de 2500 reais, o que ainda assim é muito para nós que não temos recursos.
Durante este tempo todo, sabíamos que estávamos fazendo muito com muito pouco recurso, e que muitas outras organizações progressistas, mais capacitadas e poderosas, estavam estagnadas e inertes, isso não servia para nos deixar orgulhosos como alguém poderia pensar… pelo contrário, estivemos sempre muito preocupados com tudo isso e tentamos sempre mobilizar e unir tais organizações. Temos nossa voz, nossos caminhos, mas nunca achamos que éramos os donos da razão e portanto respeitamos os caminhos dos outros, mas sabíamos que sem unidade mínima não chegaríamos a lugar algum. Temos claro também que as infindáveis discussões internas serviam apenas para nada fazer. Estivemos na periferia desde o início de nossa organização e vimos muito poucos grupos fazerem o mesmo, nem de longe éramos o suficiente.
Estudantes, que obviamente tem mais tempo e disposição para agir, fizeram muito pouco ou apenas reagiram.
Sindicatos, que sofreram consequencias diretas de todo esse golpe, também pouco fizeram.
Partidos de centro-esquerda, muitos perdidos no furacão, fecharam-se em debates internos e há tempos estão acorrentados à militantes egocentristas e ao difícil jogo político local, estadual e nacional.
As estruturas progressistas deste país foram e continuam sendo desarticuladas e atacadas diretamente pelos governos pós-golpe. Bolsonaro piorou tudo isso.

É 2019, Bolsonaro extinguiu conselhos federais, condicionou governos estaduais à privatizarem e entregarem tudo que puderem para multinacionais, está vendendo o país derrubando qualquer organização popular que se coloque no caminho, um trator fascista recheado de ódio e mentira.
Bolsonaro e sua equipe militar estão tomando conta dos epaços diretivos políticos e acadêmicos, estão censurando reuniões de movimentos sociais. Bolsonaristas (fascistas) estão perseguindo, violentando e matando ativistas, militantes, mulheres, travestis, homosexuais e até vereadores.

Hoje, a ECCOS continua fazendo seu trabalho de base na periferia conforme o possível, continua tentando unir setores progressistas, continua tentando agir pro-ativamente ao invés de só reagir às tiranias de um governo fascista, mas também continuamos sem recursos financeiros e humanos, estamos sendo sufocados e estamos cansados…
Não sabemos como será daqui em diante, mas sabemos que desistir não é uma opção e que não podemos nos cansar, porque não temos nem esse direito. Ainda que nos reste apenas um ou dois voluntários e ativistas sociais, estaremos lutando.

A culpa é do Bolsonaro, não especificamente a pessoa, mas o que ela representa. Bolsonaro para nós não é apenas o fantoche, mas é também o setor militar organizado politicamente à extrema direita, é também o setor empresarial organizado em torno de sua ambição egoísta sem fim em detrimento de uma população, é o setor evangélico neo-pentecostal que promove indivdualismo e o ódio ao “inimigo” como trabalho de base há muito tempo, é o setor jurídico elitista que tem lado bem definido na balança da justiça social, é o golpe do Temer e da velha guarda política financiada pelas multinacionais e o interesse norte-americano em nosso petróleo e demais recursos naturais, é o interesse da manipulação midiática com mentiras absurdas antes na TV e mais recentemente nas redes sociais, é a própria grande mídia e seus interesses obscuros e financeiros… e como se não bastasse nesse pacote tem também toda a nossa desorganização, despolitização e a falta de trabalho de base sério e estratégico por parte dos diversos setores progressistas, com raras exceções.

É importante, para todos nós, entendermos bem o que está se passando desde 2013 pelo menos e como isso tudo tem nos afetado, para seguir em frente de alguma forma, sem esquecer do passado.

Sendo assim… A culpa é do Bolsonaro… do nosso Bolsonaro… entenda como quiser.

Se você, como nós, treme de indignação diante de tantas injustiças e perseguições, junte-se a nós, mas de verdade, com disposição para fazer o que acreditarmos que precisa ser feito, não apenas o que quiser fazer.
Sem mais paciência para demagogias, porque nada é por acaso, abraços da equipe de coordenação da ECCOS.

Lucas Pontes, Alzira, Anderson, Joyce, Renan, Fábio, Mila, Orestes, Alex e Paulo.

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Cá Entre Nós – Políticas Fascistas do governo Bolsonaro… e você com isso?

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No próximo dia 22 de Junho a ECCOS irá realizar um importante debate aberto no auditório do sindicato da construção civil (Centro de Campinas).

Trata-se de um diálogo sobre como as políticas fascistas sendo implementadas pelo governo Bolsonaro afetam nossas comunidades e nosso cotidiano social.

Este diálogo está sendo construído entre parceiros sociais comprometidos com as questões populares e o trabalho de base na cidade de Campinas.

Assim sendo, no evento estarão presentes na mesa, apresentando questões a serem discutidas, diversos integrantes de movimentos sociais e lideranças comunitárias de Campinas, veja a relação abaixo:

  • Leila Dumaresq (Filósofa – integrante do Grupo Identidade)
  • Mariana Davi (Socióloga – integrante do Levante Popular da Juventude)
  • Robenildo Noberto (Economista – integrante do Projeto Prometheus)
  • Lúcia Gomes (Diretora da Cooperativa Habitacional Vipcooper – integrante da União dos Movimentos de Moradia)
  • Manoel Pereira (Presidente da Associação de Moradores do Jardim Santo Antônio – liderança comunitária da região Ouro Verde)
  • Carmem Souza (Presidente da Oficina Cultural da Mulher – liderança da comunidade Menino Chorão)
  • Lucas Pontes (Jornalista – coordenador geral da ECCOS)

Esta iniciativa da ECCOS e parceiros é aberta ao público geral, que queira discutir conosco a nossa realidade atual frente ao governo de extrema-direita de Bolsonaro.

Serviço:
Evento: Cá Entre Nós – Políticas Fascistas do governo Bolsonaro… e eu com isso?
Local – Rua Barão de Jaguara, 704 / auditório do Sindicato da Construção Civil (Centro)
Data: 22/06/2019 – Sábado.
Horário – 9h.

Contamos com a presença de todos e vamos em frente.

 

A Prática é o critério da verdade

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Foi a vitória do ódio. Foi a vitória da truculência. Foi a vitória do machismo e do preconceito. Foi a vitória dos militares e do passado. Foi tudo isso.

Mas não foi de lavada.

No final, não foi fácil pra eles. Eles viram também do que somos capazes… e sem o dinheiro, a mídia, a estratégia militar, as igrejas, a violência, o ódio e nem a organização piramidal deles.

O contra-ataque foi a nossa única vitória nesse processo, mas começamos tarde e o jogo acabou antes.

Daqui pra frente, vamos seguir, mas precisamos seguir diferente… mais organizados, com mais segurança e sem medo.

Não poderemos ficar pra sempre no contra-ataque, temos que saber atacar também.. e fazer melhor.

Esperamos que todos tenham entendido de uma vez por todas o recado: não se pode viver apenas de discursos, teorias e academias, não se deve ignorar a base.

A ECCOS vai continuar olhando pra frente, sem esquecer o passado.
Vamos pra casa esta noite, mas voltamos pra luta amanhã.

“A Prática é o critério da verdade”
– Carlos Marighella.

Nota oficial da ECCOS sobre o 2º turno das eleições de 2018.

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A ECCOS reafirma, assim como outras organizações e entidades sociais, que repudia a candidatura e o projeto de governo de Jair Bolsonaro.

Somos e sempre fomos contra setores ultra-conservadores que visam o retrocesso da sociedade, principalmente com candidatos preconceituosos, de moral fascista e sem nenhum respeito à vida alheia, como o é Jair Bolsonaro.

Moralmente, Bolsonaro representa o pior dessas eleições e dos últimos tempos, sem respeito à vida de indígenas, LGBTs e minorias, apresenta ainda um discurso racista e sem respeito à história e o sofrimento de negros e negras no Brasil, que tanto lutamos para superar.

Economicamente Bolsonaro representa, sem nenhum preparo ou conhecimento., um grande retrocesso à economia e aos direitos conquistados dos trabalhadores e trabalhadoras.
Apoiado por setores que não querem a evolução do pais, setores como as bancadas do boi, da bala e da bíblia (do mercado e manipuladores da fé) que não querem largar o poder com sua velha política carregada de muito retrocesso, financiado pela indústria de armas e empresários que querem a diminuição dos direitos dos trabalhadores para pagar menos, explorar mais e aumentar seus lucros milionários às custas de uma escravidão moderna.

São tempos difíceis estes em que vivemos, que exigem de nós uma grande reflexão sobre o rumo que o Brasil pode tomar, nesse momento precisamos analisar nossas escolhas com a razão mais que com a emoção.

Nossa ação não se resume no voto, mas passa por ele. Pedimos que todos nós possamos votar com consciência do perigo que nos afronta neste momento.
Vencer essa batalha e trazer a tranquilidade social, é essencial para o nosso progresso coletivo e pensar no próximo é necessário, principalmente aos mais marginalizados de nossa sociedade, aos periféricos.

Neste segundo turno das eleições nacionais, querem nos conquistar pelo medo, para depois nos governar facilmente, forçosamente.

Grandes empresários, grande mídia, maçons, exército, o famoso “mercado”… A nossa elite do atraso, que agora te oferece Bolsonaro como um cristão salvador da pátria e dos bons costumes, aquele mesmo que tem como grande ídolo um torturador militar, que prega o assassinato como solução para os “bandidos”, aquele que prega a perseguição aos “vermelhos” e à todos que se opõem à ele.

Deixamos claro aqui que não temos medo de tais tentativas de intimidação.
Continuaremos agindo e denunciando nossos adversários políticos e sociais, porque temos lado.

Somos contra o projeto de poder por trás do Bolsonaro.
Somos contra a manipulação através do medo e desinformação.

A ECCOS indica aqui por meio desta nota que contra Bolsonaro, e seu projeto de poder militar e excludente, não há o que discutir, o único voto possível neste segundo turno é em Haddad, 13.

Nota oficial da ECCOS sobre as eleições de 2018

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A ECCOS se junta às organizações e entidades sociais que repudiam a candidatura e o projeto de governo de Jair Bolsonaro.

Na realidade nunca deixamos de denunciar e nos posicionar contra essa tentativa de tomada do governo por setores ultra-conservadores, fascistas e moralmente atrasados como é a candidatura de Jair Bolsonaro.

Moralmente ele representa o que há de pior em anseios humanos que batalhamos cotiadianamente para superar e vencer.

Economicamente ele representa um retrocesso absurdo nas relações de trabalho e nos setores mais estratégicos de nossa indústria.

Bolsonaro não é apenas uma simplista imagem da velha política brasileira, ele não está sozinho. Por trás de suas bravatas fascistas há setores que não querem largar o poder e por consequência não querem deixar nosso país evoluir.
São eles as chamadas bancadas do boi, da bala e da bíblia, verdadeiros funcionários lobbistas da indústria de armas, do agronegócio e do mercado da fé (que na bíblia são lembradas como problema, não solução, gerando até uma ação direta de Jesus, ao destruir suas tendas em frente ao templo).

Precisamos mesmo tirá-los da frente e infelizmente com estes não há diálogo, é preciso agir.

Pedimos, humildemente, que todos nós possamos refletir se queremos esses setores governando nossa vida em sociedade.

Nossa ação não se resume no voto, mas passa por ele. Pedimos que todos nós possamos votar com consciência do perigo que nos afronta neste momento. Vencer essa batalha e trazer a tranquilidade social, é essencial para o nosso progresso coletivo.

Sabemos da dificuldade e sabemos também os por quês dela.
Porque não querem que você pense.
Porque querem nos dividir em dois, para nos conquistar pelo medo e nos governar facilmente, forçosamente.
Porque querem nos manipular ainda mais.

Seguimos alertando: Promovem o caos, para depois te dizer
em quem votar como salvador da pátria. É uma tática velha.
Por isso somos contra esta polarização de crença cega, ódio e medo.

Desde 2013 estão desestabilizando nosso país de fora pra dentro.
Os mesmo setores estão por trás das recentes investidas contra o nosso delicado equilíbrio social, não é difícil, a desigualdade é enorme e eles tem meios.
Grandes empresários, grande mídia, maçons, exército, rentismo… A nossa elite do atraso.
Primeiro ofereceram Aécio como o salvador, aquele que manda matar por telefone, não deu certo né.
Depois de mais uma série de eventos agora te oferecem Bolsonaro, aquele que tem como ídolo um torturador militar.

Sabemos, porque sempre estivemos com eles, que a periferia e seus diversos tipos de trabalhadores não estiveram organizando nada disso.

Sabemos quem foi. Vimos o que queriam.
Avisamos, alertamos e fomos muitas vezes ignorados.
Continuaremos agindo e denunciando nossos adversários políticos e sociais, porque temos lado.

Somos contra o projeto de poder por trás do Bolsonaro.
Somos contra essa manipulação que te chega por mensagens de medo e desinformação.
Somos contra essa polarização disfarçada de bem e mal.
Somos muito mais que apenas dois.

Humildemente… te pedimos: Não caia nessa de novo.
O nosso futuro agradece.

Nessas eleições, por favor, não pense em lados…
Escolha a sua opção.
Vamos em frente.
– Coordenação ECCOS

 

Abaixo veja outras imagens criadas pela ECCOS em campanha contra a desinformação e a candidatura de Bolsonaro nas redes sociais e aplicativos de mensagens.