Em outubro, tem eleições para a Associação do bairro Jardim Santo Antônio

Registramos aqui a nossa contribuição para o processo eletivo da Associação de Proprietário e Moradores do bairro Jardim Santo Antônio, nossos parceiros de longa data.

O Jardim Santo Antônio é o local onde a ECCOS mais tem atuado desde nossa fundação e também onde pudemos contribuir mais para o desenvolvimento das demandas do bairro, em especial os processos de regularização fundiária, pavimentação e ampliação/reforma do centro de saúde local.

Veja abaixo o edital, já publicado desde 25/8/2019 para o referido processo eletivo.

Acesse aqui o Edital de Convocação-eleicao Jd Sto Antonio 2019 em PDF

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ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E PROPRIETÁRIOS DO JARDIM SANTO ANTÔNIO

Edital de Convocação – Assembléia Geral de Eleição.

25/08/2019

A diretoria da Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio, entidade registrada sob o CNPJ: 03.498.762/0001-58, no uso das atribuições conferidas pelo Estatuto, vem, por meio do presente, CONVOCAR seus associados, para a Assembléia Geral de Eleição, com vistas à eleição para os cargos que irão compor a diretoria para o próximo exercício.

A Assembléia Geral de Eleição será realizada no dia 20 de outubro de 2019, na Cidade de Campinas, Estado de São Paulo, iniciando às 09h (nove horas) e finalizando às 17h (dezessete horas), nas dependências internas da sede da referida associação, localizada na Rua Marambaia, 250, Jardim Santo Antonio, CEP:13054-781.

As chapas interessadas deverão apresentar seus pedidos de inscrição para concorrer à diretoria, no prazo máximo de 40 (quarenta) dias, contados da publicação do presente Edital.

As inscrições devem seguir as normas e procedimentos previstos no ESTATUTO da Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio.

E assim, para que se dê cumprimento, a atual diretoria da Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio, determina a publicação do presente Edital nos meios de comunicação oficiais da referida Associação, bem como mediante a publicação em cartazes anexados em pontos comerciais presentes no interior do bairro Jardim Santo Antônio.

 

Campinas, 25 de Agosto de 2019.

 

Manoel Pereira do Nascimento
Presidente da Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio

José Milton De Jesus Ribeiro
Vice-Presidente da Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio

 

Ofício expedido pela Associação de Moradores e Proprietários do Jardim Santo Antônio.

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Carta Aberta ECCOS – Política Popular & Coletiva

Acesse o documento original online aqui.

Política Popular e Coletiva

02/04/2019

Associação ECCOS
Entidade sem fins lucrativos
Campinas, SP

 

Carta Aberta à população

Precisamos falar sobre política
(mas não se espante, é sobre a nossa forma de fazer política)

A ECCOS tem entre seus objetivos a atuação político-social e o nosso trabalho de base nas periferias de Campinas-SP sempre teve como foco não só a promoção da cultura popular, mas também a formação e o empoderamento social para cidadãos mais conscientes e ativos na sociedade em que vivemos.

 

Como é isso?

 

. O nosso folhetim/jornal-de-bolso ‘A Questão‘ (periódico que existe desde antes da formalização da Associação ECCOS) tem o objetivo de promover o pensamento crítico entre jovens e adultos.

. A nossa ‘Aldeia Cultural‘, evento realizado todos os anos na periferia, promove oficinas culturais, diversas formas de arte, leitura e bazar livre, integração comunitária e paralelamente propicia pontes, entre diversos atores sociais.

. Nosso projeto ‘Sementes‘ visa construir uma educação popular para as crianças dos bairros onde atuamos, inspirada nos ensinamentos de Paulo Freire, além de promover o empoderamento popular organizado em prol da luta por novas oportunidades/realidades. Assim esta iniciativa, por exemplo, já realizou (por duas vezes) Bibliotecas Populares na periferia.

. Os ‘Diálogos Abertos‘, encontros e debates sobre temas latentes da atualidade, começaram ainda em Abril de 2016 quando convidamos três mulheres, lideranças de realidades diferentes, que se propuseram a discutir conosco o iminente golpe político na presidente Dilma Rousseff. Este projeto tem proporcionado pontes e análises importantes entre os setores progressistas da cidade de Campinas/SP, além de chamar a atenção para a necessidade de agir em tempos de retrocesso.

. No MIS (Museu da Imagem e Som – Campinas), realizamos desde 2013 nosso ciclo de filmes ‘ECCOS em Movimento‘, atividade que traz visões importantes socialmente sob determinada temática com uma saudável roda de conversa sempre ao final das exibições, oferecendo conteúdo gratuito e de qualidade para nossa formação sócio-cultural.

 

Mas de que lado estamos?

 

Já dissemos por várias vezes antes, mas seguimos reafirmando… Nós temos lado sim, o lado de quem olha pra frente, sem esquecer o passado.

O lado progressista e humanista.

Por isso, nunca deixamos de fazer doações emergenciais quando possível. Cuidamos dos nossos… e dos outros também.

Por isso, estivemos em atos, protestos e manifestações contra políticas elitistas e abusos de nossos governantes municipais, estaduais e federais.

Greves gerais contra a retirada de direitos, atos contra políticas fascistas, contra despejos, a favor de reformas urbanas, saúde pública de qualidade, preservação ambiental, a luta diária de mulheres, negros e negras e a comunidade LGBT QI+, entre outras atividades.

Estamos do lado da Educação libertadora e não das armas, da Cultura popular e não da imposição autoritária, da Cidadania responsável e não da política de fake news, das Oportunidades sociais e coletivas e não do toma lá dá cá, da Solidariedade e não do individualismo atropelador disfarçado de empreendedorismo… e ao contrário do discurso que algumas pessoas querem nos impor, não somos parte da minoria… Somos parte da grande maioria. E sabemos disso.

 

Tá ok?

 

Há anos viemos fazendo o possível (dentro do nosso alcance) para tentar unir setores progressistas de Campinas-SP para agir contra o avanço dos recentes extremos políticos no país, o extremismo que promove políticas e discursos fascistas em nossa sociedade… pelo menos desde 2013.

Tentamos de diversas formas, em diversos lugares e momentos… Mas não conseguimos muito.

Por isso, para nós não foi grande surpresa esta recente vitória de um tipo como Bolsonaro e sua bancada familiar armamentista com um mix de religiosos fundamentalistas e os militares mais conservadores.

Como dizia Martin Luther King Jr: O que nos preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Nós, que sempre estivemos presentes na periferia da cidade, sabemos que a maior parcela da população está há muito tempo sendo abraçada (para o bem ou para o mal) de um lado por igrejas neo-pentecostais com um discurso individualista que muitas vezes prega o ódio ao próximo, em detrimento do amor, e de outro lado, por um aparelhamento compressor no conselhos municipais e associações de bairro, ação esta que serve à governantes que fazem da política institucional um mero puxadinho de cabides de emprego e meios de enriquecimento, além de contribuir muito para a prosperidade da corrupção endêmica.

Estes dois campos estão falando fluentemente com a sociedade e alguns setores militares (sempre atentos) souberam bem manipular tais setores… enquanto o campo progressista, distante do trabalho de base, posava em silêncio.

Há ainda outros atores sociais, influentes, como a grande mídia e sua demonização sistemática para com partidos políticos e movimentos de centro-esquerda, os grandes empresários aproveitadores, os golpistas internos e externos, os partidos patinantes da direita, a recente guinada política de parte do judiciário e parte do MP, o machismo tradicional sedento por imposição… enfim, todos se aproveitam do momento.

A esquerda por outro lado, em geral, seguiu se encastelando nos centros acadêmicos e nas redes virtuais.

O campo estava aberto e na política social não existe espaço vazio.

 

E agora?

 

Agora nós não choramos o leite derramado, mas sim aprendemos com ele.

Agora nós seguimos firmes e em frente.

Por todo este contexto que já foi descrito acima (sob a nossa ótica), a ECCOS sentiu a necessidade de discutir outras formas de atuação político-social. Nos reunimos por diversas vezes de Novembro/2018 à Fevereiro/19 com o intuito de analisar e conversar sobre a conjuntura e novas formas de agir enquanto uma entidade organizada popularmente e representante da sociedade civil.

Muitos setores progressistas encontram-se em um momento desorganizado e sem definições assertivas sobre como agir daqui pra frente, outros continuam ligados ao ciclo vicioso da política institucional e seus cargos, outros ainda se perdem em discussões sem fim que não saem das teorias ou do mundo virtual… enquanto isso o tempo passa, o bonde de políticas fascistas também.

Sentimos a responsabilidade de fazer a nossa parte, uma vez que temos um sólido trabalho de base na periferia, em face aos desafios atuais e do futuro próximo.

Agora a ECCOS propõe uma outra iniciativa para o espectro político de Campinas-SP:

Construir em 2020 uma pré-candidatura popular e coletiva.

 

Ahn? A ECCOS vai entrar pra política?

 

Sempre estivemos agindo na política social, porém agora estaremos mais diretamente em uma parte dela que não nos cabia anteriormente. A política eleitoral e representativa.

Mas não queremos entrar nessa de qualquer jeito, queremos tentar o nosso jeito.

Queremos projetar uma pré-candidatura popular e coletiva.

A ECCOS decidiu internamente entre seus associados que irá participar ativamente da disputa eleitoral de 2020, mais especificamente na disputa para o legislativo de Campinas.

Essa decisão não veio rápida, mas veio com o pesar da responsabilidade social que todos nós devemos ter nesse momento.

A proposta inicial era a seguinte:

Projetar uma pré-candidatura coletiva em 2020, encabeçada por uma nova liderança no cenário político-social e composta por movimentos e associações de bairro parceiras da ECCOS.

Assim convidamos as associações de bairro com quem trabalhamos atualmente e mais alguns movimentos sociais da cidade que tem sido nossos parceiros em diversas ocasiões para conversas a respeito da iniciativa.

Todos e todas acharam uma ótima ideia.

Discutimos então um nome para essa representação futura, e todos os envolvidos concordaram na indicação da liderança da ECCOS, Lucas, para liderar uma possível chapa coletiva.

Resumindo… a ECCOS, juntamente com outros agrupamentos sociais e periféricos, quer lançar em 2020 uma pré-candidatura coletiva e popular para o cargo de vereador em Campinas-SP. Essa pré-candidatura futuramente será representada na figura do nosso coordenador Lucas Abeid Pontes.

 

Qual o objetivo dessa ideia?

 

Não é por cargos. Não é por vaidade. Não é por ilusão. Não é por 20 centavos…

É por fortalecimento.

A ECCOS propõe esta iniciativa para 2020 com o objetivo primário de fortalecer os grupos envolvidos e criar condições estruturais para continuar nosso trabalho de base político-social no futuro próximo.

Mas não só isso, queremos também trilhar o caminho dessa construção coletiva. Queremos também atuar cada vez mais com o objetivo de ampliar nossos espaços na periferia de Campinas-SP.

Queremos sim, tentar novamente promover uma unidade mínima entre setores progressistas nesta cidade e queremos que seja uma construção popular, calcada na realidade social.

O caminho para nós é mais importante do que a linha de chegada.

 

Vai dar certo isso?

 

Sabemos o que temos que fazer. Sabemos que o caminho é tortuoso e difícil.

Sabemos também do que somos capazes.

Não estamos preocupados, estamos é em construção e temos trabalho à fazer.

Você é nosso convidado para embarcar nessa jornada também, contamos com seu apoio, em 2020, em mais essa iniciativa da ECCOS.

Como dizia Carlos Marighella: Não temos tempo pra ter medo.

 

Participe. Vamos em frente. Vamos Juntos.

_Associação ECCOS   #popularecoletiva

 

A Prática é o critério da verdade

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Foi a vitória do ódio. Foi a vitória da truculência. Foi a vitória do machismo e do preconceito. Foi a vitória dos militares e do passado. Foi tudo isso.

Mas não foi de lavada.

No final, não foi fácil pra eles. Eles viram também do que somos capazes… e sem o dinheiro, a mídia, a estratégia militar, as igrejas, a violência, o ódio e nem a organização piramidal deles.

O contra-ataque foi a nossa única vitória nesse processo, mas começamos tarde e o jogo acabou antes.

Daqui pra frente, vamos seguir, mas precisamos seguir diferente… mais organizados, com mais segurança e sem medo.

Não poderemos ficar pra sempre no contra-ataque, temos que saber atacar também.. e fazer melhor.

Esperamos que todos tenham entendido de uma vez por todas o recado: não se pode viver apenas de discursos, teorias e academias, não se deve ignorar a base.

A ECCOS vai continuar olhando pra frente, sem esquecer o passado.
Vamos pra casa esta noite, mas voltamos pra luta amanhã.

“A Prática é o critério da verdade”
– Carlos Marighella.

10 Perguntas da ECCOS – Eleições 2018

Convidamos os candidatos da região de Campinas e Ribeirão Preto, por meio dos diretórios dos partidos, além dos candidatos à presidência, ao governo de SP e ao senado de SP, à nos responderem 10 perguntas que foram elaboradas pela coordenação da Associação ECCOS.

Teve resposta? Veja no vídeo e abaixo:

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10 Perguntas da Associação ECCOS_
Respostas do candidato à Deputado Estadual por SP, Paulo Bufalo (PSOL – http://www.paulobufalo.com.br).

1_: Em sua opinião, a privatização de empresas públicas de setores estratégicos para o desenvolvimento econômico-social (como a Telebrás, a Petrobrás e até o gerenciamento de hospitais e escolas) serve para quê? ou à quem?

Paulo Bufalo: Toda privatização representa desmonte do Estado e serve aos principais interesses do mercado que são o lucro e a acumulação. As privatizações de empresas estratégicas além da entrega do patrimônio público ameaçam a soberania nacional. Já as privatizações das políticas sociais ou publicizações, transformaram direitos em mercadorias e se constituem em verdadeiros ralos por onde escoa “dinheiro público” sem limites.

2_: Com o congelamento de investimentos sociais por 20 anos, através da PEC 55 aprovada recentemente, como você irá trabalhar pela qualidade de serviços públicos como: Moradia digna, Educação, Saúde e Segurança?

Paulo Bufalo: Nos marcos da PEC 55 não há espaço para melhoria da qualidade de serviços públicos; pelo contrário, ela estimula o sucateamento e as privatizações. Por isso, dentro daquilo que cabe a um deputado estadual, pretendo lutar pela sua revogação, denunciando seus proponentes, defensores e interessados e realizando formação política sobre a perversidade desta PEC.
O trabalho por moradia digna, educação, saúde e segurança em São Paulo passa pelo combate a corrupção; a fiscalização rigorosa dos gastos do governo estadual e o fim das desonerações de grandes empresas, que comprometem o orçamento das áreas sociais.

3_: Qual o seu projeto para melhorar, na prática, o acesso de crianças e jovens das periferias das cidades à cultura e ao esporte de maneira descentralizada?

Paulo Bufalo: Na cultura, lutar pelo reconhecimento da cultura como direito e implantação do Fundo Estadual de Cultura e propor leis de fomento à cultura com foco em pesquisa, protagonismo e continuidade.
No esporte, propor política estadual de apoio ao esporte amador em conjunto com os governos locais.

4_: Que ações você pretende propor/realizar para que pessoas com deficiência, idosos e outros tenham garantidos os direitos à acessibilidade na vida cotidiana?

Paulo Bufalo: Respeitar o princípio dos movimentos por direitos das pessoas com deficiência sintetizado na palavra de ordem “Nada Sobre Nós Sem Nós” e garantir formas de participação de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida na elaboração de programas e políticas públicas. Adequar leis e políticas estaduais à Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, sobretudo, a acessibilidade universal em órgãos públicos e educação inclusiva em todos os níveis.
5_: De forma direta, o que efetivamente deve ser feito em prol de uma tributação mais justa?

Paulo Bufalo: Tributação de grandes fortunas e heranças. Impostos progressivos como prevê a Constituição, de forma a inverter o atual cenário, onde quem tem menos recursos paga mais que os abastados. No estado de São Paulo é necessário acabar definitivamente com a desoneração de grandes empresas, inclusive algumas que sonegam impostos, com a Coca-Cola. Estima-se que o uso das desonerações pelo governo do Estado desde 2010 tenham comprometido o orçamento estadual em R$ 150 bilhões. Afetando, sobretudo, os municípios e as áreas sociais com verbas vinculadas como a Educação, a Saúde e as Universidades Públicas.

6_: Também de forma direta, de que forma você trabalharia com relação à retirada de direitos dos brasileiros através da reforma trabalhista e da reforma da previdência?

Paulo Bufalo: Embora esteja concorrendo ao legislativo estadual e as ditas reformas sejam do âmbito federal, elas trouxeram consequências perversas a todo povo e à classe que vive do trabalho. no que diz respeito à sua condição de vida e maior precarização do trabalho. Por isso um mandato comprometido com o povo em qualquer parlamento deve combater as farsas utilizadas pelos governos para justificar os ataques às políticas sociais; denunciar seus responsáveis; fiscalizar rigorosamente as finanças públicas do estado nas áreas sociais; e organizar a população para defesa de seus direitos.

7_: Em sua opinião, o que deve mudar em nosso sistema político eleitoral e de representatividade social?

Paulo Bufalo: Para melhoria da representatividade social: maior aplicação de plebiscitos e referendos sobre temas de interesses públicos de grande relevância e respeito às deliberações das conferências e conselhos populares.
Sobre o sistema político: divisão igualitária dos tempos de rádio e TV; financiamento público e exclusivo de campanha, com redução dos valores e divisão igualitária dos fundos partidário e eleitoral; fim das coligações e do chamado quociente eleitoral; identificação dos candidatos e candidatas pelo nome de registro ou nome social, sem citações de cargos, profissões, nomes artísticos, negócios de que seja proprietário, patentes militares ou autoridade religiosa. De forma a tornar mais igualitária a condição da disputa.

8_: O que você fará em prol da regulamentação da mídia, visando a democratização da mesma e o controle de abusos como os oligopólios de grandes empresas de comunicação e abusos jornalísticos como o chamado fakenews?

Paulo Bufalo: Retomarei a discussão da municipalização das concessões de Rádios Comunitárias, como participei na elaboração e aprovação em Campinas, embora a lei esteja suspensa por decisão judicial. Defenderei limite e regulamentação das verbas públicas utilizadas em publicidade e auditoria do dinheiro público da educação gasto com grandes empresas de mídia que, segundo consta no Relatório de Gestão 2011-2014 da Secretaria de Educação do estado de São Paulo, foi de R$ 28 milhões no período.
Atuarei junto aos movimentos que lutam pela democratização das comunicações, fim dos monopólios e da comunicação cruzadas e fim das concessões de caráter político.

9_: O que você tem a contribuir, em sua função, a respeito do avanço do agronegócio (inclusive no investimento na mídia e com cartilhas nas escolas) e suas consequências diretas como o crescente aumento no consumo de agrotóxicos e a degradação do meio ambiente?

Paulo Bufalo: Luta pela regularização imediata de hortos florestais e áreas improdutivas ocupadas por movimentos de reforma agrária no estado de São Paulo. Recuperação do Instituto de Terras do Estado de São Paulo – ITESP e de seu papel estratégico. Propor auditoria agrária de áreas públicas griladas no estado de São Paulo.
Propor um programa estadual de escoamento da produção de pequenos agricultores em conjunto com municípios e articular uso dos produtos na merenda escolar.
Propor legislação aumentando as restrições e prevendo banimento de agrotóxicos no estado de São Paulo.
Atuar junto aos movimentos de agricultura familiar e de agroecologia de forma a fortalecê-los.

10_: Após a última paralisação de caminhoneiros no país ficou evidente a dependência desse meio de transporte no abastecimento geral das cidades, quais projetos você teria para desmantelar essa dependência?

Paulo Bufalo: Lutar por investimentos em transporte ferroviário para passageiros e cargas dentro e fora dos grandes centros urbanos e pela garantia de que este modal de transporte, as hidrovias e as ciclovias passem a ser prioridade no estado de SP para garantia de mobilidade e transporte.
Combater as privatizações de rodovias e o aumento abusivo dos valores e do número de pedágios no estado de São Paulo. O estado tem os valores de pedágios mais caros do mundo e conta com metade de cerca de 400 praças de pedágios instaladas no país.

 

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Projeto de promoção do pensamento crítico-social elaborado pela Associação ECCOS de iniciativa totalmente voluntária e sem fins lucrativos.