10 Perguntas da ECCOS – Eleições 2018

Convidamos os candidatos da região de Campinas e Ribeirão Preto, por meio dos diretórios dos partidos, além dos candidatos à presidência, ao governo de SP e ao senado de SP, à nos responderem 10 perguntas que foram elaboradas pela coordenação da Associação ECCOS.

Teve resposta? Veja no vídeo e abaixo:

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10 Perguntas da Associação ECCOS_
Respostas do candidato à Deputado Estadual por SP, Paulo Bufalo (PSOL – http://www.paulobufalo.com.br).

1_: Em sua opinião, a privatização de empresas públicas de setores estratégicos para o desenvolvimento econômico-social (como a Telebrás, a Petrobrás e até o gerenciamento de hospitais e escolas) serve para quê? ou à quem?

Paulo Bufalo: Toda privatização representa desmonte do Estado e serve aos principais interesses do mercado que são o lucro e a acumulação. As privatizações de empresas estratégicas além da entrega do patrimônio público ameaçam a soberania nacional. Já as privatizações das políticas sociais ou publicizações, transformaram direitos em mercadorias e se constituem em verdadeiros ralos por onde escoa “dinheiro público” sem limites.

2_: Com o congelamento de investimentos sociais por 20 anos, através da PEC 55 aprovada recentemente, como você irá trabalhar pela qualidade de serviços públicos como: Moradia digna, Educação, Saúde e Segurança?

Paulo Bufalo: Nos marcos da PEC 55 não há espaço para melhoria da qualidade de serviços públicos; pelo contrário, ela estimula o sucateamento e as privatizações. Por isso, dentro daquilo que cabe a um deputado estadual, pretendo lutar pela sua revogação, denunciando seus proponentes, defensores e interessados e realizando formação política sobre a perversidade desta PEC.
O trabalho por moradia digna, educação, saúde e segurança em São Paulo passa pelo combate a corrupção; a fiscalização rigorosa dos gastos do governo estadual e o fim das desonerações de grandes empresas, que comprometem o orçamento das áreas sociais.

3_: Qual o seu projeto para melhorar, na prática, o acesso de crianças e jovens das periferias das cidades à cultura e ao esporte de maneira descentralizada?

Paulo Bufalo: Na cultura, lutar pelo reconhecimento da cultura como direito e implantação do Fundo Estadual de Cultura e propor leis de fomento à cultura com foco em pesquisa, protagonismo e continuidade.
No esporte, propor política estadual de apoio ao esporte amador em conjunto com os governos locais.

4_: Que ações você pretende propor/realizar para que pessoas com deficiência, idosos e outros tenham garantidos os direitos à acessibilidade na vida cotidiana?

Paulo Bufalo: Respeitar o princípio dos movimentos por direitos das pessoas com deficiência sintetizado na palavra de ordem “Nada Sobre Nós Sem Nós” e garantir formas de participação de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida na elaboração de programas e políticas públicas. Adequar leis e políticas estaduais à Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, sobretudo, a acessibilidade universal em órgãos públicos e educação inclusiva em todos os níveis.
5_: De forma direta, o que efetivamente deve ser feito em prol de uma tributação mais justa?

Paulo Bufalo: Tributação de grandes fortunas e heranças. Impostos progressivos como prevê a Constituição, de forma a inverter o atual cenário, onde quem tem menos recursos paga mais que os abastados. No estado de São Paulo é necessário acabar definitivamente com a desoneração de grandes empresas, inclusive algumas que sonegam impostos, com a Coca-Cola. Estima-se que o uso das desonerações pelo governo do Estado desde 2010 tenham comprometido o orçamento estadual em R$ 150 bilhões. Afetando, sobretudo, os municípios e as áreas sociais com verbas vinculadas como a Educação, a Saúde e as Universidades Públicas.

6_: Também de forma direta, de que forma você trabalharia com relação à retirada de direitos dos brasileiros através da reforma trabalhista e da reforma da previdência?

Paulo Bufalo: Embora esteja concorrendo ao legislativo estadual e as ditas reformas sejam do âmbito federal, elas trouxeram consequências perversas a todo povo e à classe que vive do trabalho. no que diz respeito à sua condição de vida e maior precarização do trabalho. Por isso um mandato comprometido com o povo em qualquer parlamento deve combater as farsas utilizadas pelos governos para justificar os ataques às políticas sociais; denunciar seus responsáveis; fiscalizar rigorosamente as finanças públicas do estado nas áreas sociais; e organizar a população para defesa de seus direitos.

7_: Em sua opinião, o que deve mudar em nosso sistema político eleitoral e de representatividade social?

Paulo Bufalo: Para melhoria da representatividade social: maior aplicação de plebiscitos e referendos sobre temas de interesses públicos de grande relevância e respeito às deliberações das conferências e conselhos populares.
Sobre o sistema político: divisão igualitária dos tempos de rádio e TV; financiamento público e exclusivo de campanha, com redução dos valores e divisão igualitária dos fundos partidário e eleitoral; fim das coligações e do chamado quociente eleitoral; identificação dos candidatos e candidatas pelo nome de registro ou nome social, sem citações de cargos, profissões, nomes artísticos, negócios de que seja proprietário, patentes militares ou autoridade religiosa. De forma a tornar mais igualitária a condição da disputa.

8_: O que você fará em prol da regulamentação da mídia, visando a democratização da mesma e o controle de abusos como os oligopólios de grandes empresas de comunicação e abusos jornalísticos como o chamado fakenews?

Paulo Bufalo: Retomarei a discussão da municipalização das concessões de Rádios Comunitárias, como participei na elaboração e aprovação em Campinas, embora a lei esteja suspensa por decisão judicial. Defenderei limite e regulamentação das verbas públicas utilizadas em publicidade e auditoria do dinheiro público da educação gasto com grandes empresas de mídia que, segundo consta no Relatório de Gestão 2011-2014 da Secretaria de Educação do estado de São Paulo, foi de R$ 28 milhões no período.
Atuarei junto aos movimentos que lutam pela democratização das comunicações, fim dos monopólios e da comunicação cruzadas e fim das concessões de caráter político.

9_: O que você tem a contribuir, em sua função, a respeito do avanço do agronegócio (inclusive no investimento na mídia e com cartilhas nas escolas) e suas consequências diretas como o crescente aumento no consumo de agrotóxicos e a degradação do meio ambiente?

Paulo Bufalo: Luta pela regularização imediata de hortos florestais e áreas improdutivas ocupadas por movimentos de reforma agrária no estado de São Paulo. Recuperação do Instituto de Terras do Estado de São Paulo – ITESP e de seu papel estratégico. Propor auditoria agrária de áreas públicas griladas no estado de São Paulo.
Propor um programa estadual de escoamento da produção de pequenos agricultores em conjunto com municípios e articular uso dos produtos na merenda escolar.
Propor legislação aumentando as restrições e prevendo banimento de agrotóxicos no estado de São Paulo.
Atuar junto aos movimentos de agricultura familiar e de agroecologia de forma a fortalecê-los.

10_: Após a última paralisação de caminhoneiros no país ficou evidente a dependência desse meio de transporte no abastecimento geral das cidades, quais projetos você teria para desmantelar essa dependência?

Paulo Bufalo: Lutar por investimentos em transporte ferroviário para passageiros e cargas dentro e fora dos grandes centros urbanos e pela garantia de que este modal de transporte, as hidrovias e as ciclovias passem a ser prioridade no estado de SP para garantia de mobilidade e transporte.
Combater as privatizações de rodovias e o aumento abusivo dos valores e do número de pedágios no estado de São Paulo. O estado tem os valores de pedágios mais caros do mundo e conta com metade de cerca de 400 praças de pedágios instaladas no país.

 

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Projeto de promoção do pensamento crítico-social elaborado pela Associação ECCOS de iniciativa totalmente voluntária e sem fins lucrativos.

 

 

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Aldeia Cultural 2018 – Iniciativa coletiva, plural e sócio-cultural na periferia de Campinas.

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Mais uma Aldeia de sucesso coletivo, plural e sócio-cultural na periferia de Campinas.

Agradecemos à todos que puderam contribuir com nossa Aldeia Cultural de alguma forma, seja com recursos humanos ou financeiros (ou ambos).
Nosso muito obrigado!

Era pra ser uma edição menor que as outras, mas mesmo assim tivemos mais de 60 crianças durante o evento.

Na oficina dos Índios, as crianças aprenderam que índio não é um estereótipo de pessoa pelada na floresta, mas sim alguém como nós que luta pra se manter vivo contra uma história de invasão e extermínio de seus povos. Os índios são aqueles que hoje lutam para manter suas poucas terras e viver em comunhão com a natureza, exatamente como os pais e avós das crianças daquele bairro estão fazendo. Índios somos todos nós.
As crianças fizeram Maracás de tornozelo, se pintaram e dançaram o Toré em roda na batida dos pés.

Na oficina de Teatro, as crianças aprenderam bastante sobre a cooperação e as diversas expressões sociais. A mensagem é de que não existe papel menor, porque nada acontece sem o papel da cada um. Vivenciamos assim a importância de atuar organizadamente e em coletivo. Várias atividades foram trabalhadas com as crianças para experimentar situações e expressões com a arte do teatro.

Ao final tivemos também uma grande Gincana da ECCOS, one as crianças puderam alternar brincadeiras de concentração e controle corporal, agilidade e atividades físicas para superar obstáculos. Tudo com o desafio do tempo para uma superação coletiva. Plenamente atingida na atividade.

Além das oficinas e atividades, tivemos paralelamente o nosso Bazar Livre, onde os Livros e HQs são de graça, os brinquedos, roupas e demais objetos custam até R$5 e todo o dinheiro foi revertido para a construção de uma sala/biblioteca na sede da Associação do Bairro.

À noite, a associação local organizou uma festa/bingo como apoio da ECCOS. Nesta festa comunitária também todo o lucro obtido será destinado à construção e acabamento da sede da associação do bairro, fortalecendo assim o espaço popular de assembléia e atividades sociais aos moradores.
Antes do final do bingo a ECCOS deixou uma importante mensagem, ao microfone, sobre os ataques recentes ao povo trabalhador e a importância da força popular nessa resistência.
Logo após nossa fala, e para nossa felicidade, fomos complementados por uma fala do presidente do bairro, Sr Manoel Pereira, denunciando a prisão de Lula sem provas como um ataque ao povo e atacando a onda golpista que enfrentamos, pedindo para os moradores terem a consciência de quem está do nosso lado na hora do voto neste ano.

O trabalho de base, pela verdade, dá resultados concretos e conscientes.
*Agrecimentos especiais à equipe de organização voluntária presente nessa edição da Aldeia Cultural:

Joyce, Thaíse, Anderson, Lucas, Anyta, Paulo Bufalo, Manoel Pereira, José Milton, Cícero, Nádia, Valdenir, Mila, Alex, Allan, Louise, Gustavo, Lígia & Vitória.